Paulo reforça o oráculo com uma citação do profeta Malaquias: "Amei Jacó, e aborreci Esaú". A frase soa dura ao ouvido moderno, mas seu sentido pede cuidado. Na linguagem semítica, "amar" e "aborrecer" funcionam com frequência como uma forma de expressar preferência e não-preferência, escolha e não-escolha, e não necessariamente ódio emocional. Jesus usa construção parecida ao falar de "aborrecer" pai e mãe em favor dele.
Além disso, em Malaquias o contraste se refere a dois povos, Israel e Edom, ao longo da história. Deus escolheu Jacó como portador da promessa; não escolheu Esaú para essa função. Isso não anula o valor de Esaú como pessoa nem faz de Deus um tirano arbitrário; expressa a soberania de sua eleição. Para o leitor, o versículo convida à reverência diante daquilo que não compreendemos plenamente. Não somos chamados a explicar todos os caminhos de Deus, mas a confiar que aquele que escolheu por graça é justo e bom em tudo o que faz.
O que este versículo diz
Paulo reforça o oráculo com uma citação do profeta Malaquias: "Amei Jacó, e aborreci Esaú". A frase soa dura ao ouvido moderno, mas seu sentido pede cuidado. Na linguagem semítica, "amar" e "aborrecer" funcionam com frequência como uma forma de expressar preferência e não-preferência, escolha e não-escolha, e não necessariamente ódio emocional. Jesus usa construção parecida ao falar de "aborrecer" pai e mãe em favor dele.
Além disso, em Malaquias o contraste se refere a dois povos, Israel e Edom, ao longo da história. Deus escolheu Jacó como portador da promessa; não escolheu Esaú para essa função. Isso não anula o valor de Esaú como pessoa nem faz de Deus um tirano arbitrário; expressa a soberania de sua eleição. Para o leitor, o versículo convida à reverência diante daquilo que não compreendemos plenamente. Não somos chamados a explicar todos os caminhos de Deus, mas a confiar que aquele que escolheu por graça é justo e bom em tudo o que faz.