Cânticos 2:7

Cânticos 2:7
“Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalem, pelas corças e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira.”
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O que este versículo diz

A amada se dirige às "filhas de Jerusalém", suas companheiras, e faz um pedido solene, quase um juramento, invocando as "corças e cervas do campo" — animais delicados e arredios, símbolos da própria delicadeza do amor. O pedido é que não despertem nem apressem o amor "até que queira". Ou seja: o amor tem seu tempo próprio e não deve ser forçado, provocado ou vivido antes da hora.

Esse refrão retorna outras vezes no livro e é uma das lições mais sábias do Cântico. Há uma delicadeza que se perde quando se apressa o que precisa amadurecer. O amor verdadeiro respeita ritmos, espera o momento certo, não se impõe pela pressa nem pela pressão. Para o leitor, é um conselho honesto contra a ansiedade que quer tudo imediatamente. Aplicado à vida espiritual, ensina também a paciência: certas intimidades com Deus e com o próximo se constroem no tempo, e não se pode arrancar à força o fruto que ainda está florescendo.

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