Cânticos 3:5

Cânticos 3:5
“Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalem, pelas corças e cervas do campo, que não acordeis, nem desperteis o meu amor, até que queira.”
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O que este versículo diz

Depois do reencontro, ecoa de novo o refrão que atravessa todo o Cântico: um apelo às "filhas de Jerusalém" para que não despertem o amor "até que queira". Feito como um juramento solene, invocando as corças e cervas do campo — animais delicados e livres —, o versículo pede respeito ao ritmo próprio do amor.

O sentido é profundamente sábio: o amor tem seu tempo e não deve ser forçado, apressado nem manipulado. Há uma hora para cada coisa, e o afeto verdadeiro floresce quando amadurece por dentro, não quando é empurrado de fora. Essa reverência pela maturação vale para os relacionamentos e também para a vida espiritual: nem tudo se conquista pela pressa. Aprender a esperar, a não despertar antes do tempo, é uma forma de sabedoria que protege o coração de feridas evitáveis. O texto nos convida a confiar que o que é verdadeiro chega em sua hora, e que essa hora merece ser aguardada com paciência e ternura.

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