Isaías 13:21
“Mas as bestas feras do deserto repousarão ali, e as suas casas se encherão de horríveis animais: e ali habitarão as avestruzinhas, e os sátiros pularão ali”
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“Mas as bestas feras do deserto repousarão ali, e as suas casas se encherão de horríveis animais: e ali habitarão as avestruzinhas, e os sátiros pularão ali”
O que este versículo diz
À desolação humana sucede a ocupação pela vida selvagem: onde antes pulsava a metrópole, agora repousam as feras do deserto, e as casas se enchem de animais que uivam. O contraste é eloquente — os palácios da civilização tornam-se toca de bichos. O profeta menciona ainda as avestruzes e os "sátiros", termo cuja tradução é discutida: o hebraico se'irim designa "bodes" ou criaturas peludas, e muitos entendem tratar-se de bodes selvagens, enquanto a tradição interpretou como seres demoníacos que assombram lugares desolados.
Seja qual for o sentido preciso, a imagem é a de um lugar entregue ao caos e ao abandono, avesso à presença humana e ordenada. É o retorno da cidade orgulhosa à condição de ermo habitado apenas por criaturas do deserto. Devocionalmente, o versículo faz meditar sobre a fragilidade das obras humanas: o que parecia eterno pode tornar-se ruína silenciosa. Diante disso, o crente é convidado a não depositar sua esperança em cidades e impérios que passam, mas naquele cujo Reino, segundo a promessa, não conhecerá desolação nem fim.