Jeremias 50:39
“Por isso habitarão nela as féras do deserto, com os animais bravos das ilhas: tambem habitarão nela as abestruzinhas; e nunca mais será povoada para sempre, nem será habitada de geração em geração.”
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O que este versículo diz
O quadro final da desolação usa imagens do abandono: onde havia uma metrópole vibrante, habitarão "as feras do deserto", "animais bravos" e "avestruzinhas" — criaturas que, na literatura bíblica, povoam as ruínas e os lugares desabitados. A cidade mais gloriosa do mundo antigo torna-se covil de bichos do ermo. A sentença "nunca mais será povoada" reforça a permanência do juízo.
Essa linguagem de desolação perpétua é típica dos oráculos proféticos e comunica a totalidade da ruína, mais do que uma cronologia exata. O contraste entre o esplendor passado e o silêncio dos animais selvagens é a própria pregação do fim de toda soberba humana. Para o leitor, há uma meditação sóbria sobre a transitoriedade das obras humanas mais grandiosas. O que os homens erguem para durar "de geração em geração" pode acabar em silêncio e mato. Só o Reino de Deus permanece. Isso nos convida a investir a vida naquilo que não passa.