Isaías 47:15
“Assim te serão aqueles com quem trabalhaste, os teus negociantes desde a tua mocidade: cada qual irá vagueando pelo seu caminho; ninguem te salvará. ”
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“Assim te serão aqueles com quem trabalhaste, os teus negociantes desde a tua mocidade: cada qual irá vagueando pelo seu caminho; ninguem te salvará. ”
O que este versículo diz
O poema se encerra com um quadro de solidão. "Assim te serão aqueles com quem trabalhaste": os feiticeiros, conselheiros e também os "negociantes" — os parceiros comerciais que enriqueceram com Babilônia "desde a sua mocidade". Na hora do colapso, cada um "irá vagueando pelo seu caminho", cuidando da própria sobrevivência. A conclusão é lapidar e desoladora: "ninguém te salvará". Aliados de prosperidade não são aliados na ruína.
Assim termina o retrato de um império que confiou em si mesmo, no ocultismo e em suas alianças, e se viu, no fim, absolutamente só. O capítulo inteiro contrasta essa solidão com o versículo 4, onde Israel confessa: "o nome do nosso redentor é o Senhor dos Exércitos". Aí está a diferença decisiva. Quem se apoia em poder, magia e vantagem mútua acaba abandonado; quem se apoia no Deus redentor não fica sem socorro. Para o leitor, o convite final é escolher, ainda em tempo, o único que não vagueia pelo próprio caminho e nos deixa: o Santo de Israel.