Isaías 47

A queda da Babilónia

15 versículos · capítulo 47 de 66

Isaías 47
Ouça o capítulo — Isaías 47

Isaías 47 anuncia a queda humilhante da Babilônia, personificada como uma rainha orgulhosa que será derrubada ao pó, perdendo trono, delicadeza e segurança. O texto denuncia a crueldade que a Babilônia usou contra o povo de Deus e sua confiança arrogante em feitiçarias, astrólogos e prognosticadores, que de nada lhe servirão diante do juízo repentino que vem sobre ela. O capítulo é um retrato contundente de como o orgulho e a opressão acabam sendo confrontados pela justiça divina.

1 Desce, e assenta-te no pó, ó virgem filha de Babilonia; assenta-te no chão; não ha já trono, ó filha dos chaldeos, porque nunca mais serás chamada a tenra nem a delicada. Locutor: Deus

2 Toma a mó, e moe a farinha: descobre as tuas guedelhas, descalça os pés, descobre as pernas e passa os rios. Locutor: Deus

3 A tua vergonha se descobrirá, e ver-se-ha o teu opróbrio: tomarei vingança, mas não irei contra ti como homem. Locutor: Deus

4 O nome do nosso redemptor é o Senhor dos Exércitos, o Santo de Israel. Personagens: Deus

5 Assenta-te calada, e entra nas trevas, ó filha dos chaldeos, porque nunca mais serás chamada senhora de reinos. Locutor: Deus

6 Muito me agastei contra o meu povo, profanei a minha herança, e os entreguei na tua mão: porém não usaste com eles de misericórdia, e até sobre os velhos fizeste muito pesado o teu jugo Locutor: Deus

7 E dizias: Eu serei senhora para sempre: até agora não tomastes estas coisas em teu coração, nem te lembraste do fim delas. Locutor: Deus

8 Agora pois ouve isto, tu que és dada a delícias, que habitas tão segura, que dizes no teu coração: Eu o sou, e fora de mim não ha outra; não ficarei viuva, nem conhecerei a perda de filhos

9 Porém ambas estas coisas virão sobre ti num momento, no mesmo dia, perda de filhos e viuvez: em toda a sua perfeição virão sobre ti, por causa da multidão das tuas feitiçarias, por causa da abundância dos teus muitos encantamentos.

10 Porque confiaste na tua maldade e disseste: Ninguem me pode ver; a tua sabedoria e a tua sciencia, essa te fez desviar, e disseste no teu coração: Eu o sou, e fora de mim não ha outro.

11 Pelo que sobre ti virá mal de que não saberás a origem, e tal destruição cairá sobre ti, que a não poderás expiar; porque virá sobre ti de repente tão tempestuosa desolação, que a não poderás conhecer.

12 Deixa-te estar com os teus encantamentos, e com a multidão das tuas feitiçarias, em que trabalhaste desde a tua mocidade, a ver se te podes aproveitar, ou se porventura te podes fortificar.

13 Cançaste-te na multidão dos teus conselhos; levantem-se pois agora os agoureiros dos céus, os que contemplavam os astros, os prognosticadores das luas novas, e salvem-te do que ha de vir sobre ti

14 Eis que serão como a pragana, o fogo os queimará; não poderão arrancar a sua vida do poder da labareda; não serão brazas, para se aquentar a elas, nem fogo para se assentar a ele.

15 Assim te serão aqueles com quem trabalhaste, os teus negociantes desde a tua mocidade: cada qual irá vagueando pelo seu caminho; ninguem te salvará.

Neste capítulo

Ir para outro capítulo

Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.