Isaías 17

Profecia contra Damasco

14 versículos · capítulo 17 de 66

Isaías 17
Ouça o capítulo — Isaías 17

Isaías 17 anuncia a queda de Damasco, capital da Síria, que se tornará um monte de ruínas, e liga o destino dela ao enfraquecimento de Efraim e Israel, seus aliados. Apesar da devastação, o profeta promete que um pequeno resto sobreviverá, como as poucas azeitonas que ficam depois da colheita da oliveira, e que esse resto voltará os olhos para o Criador em vez dos ídolos e altares que antes cultuava. O capítulo fecha com a imagem das nações barulhentas como o mar, que são repreendidas e dispersas pelo Senhor.

1 Pezo de Damasco. Eis que Damasco será tirada, e mais não será cidade, antes será um montão de ruínas. Local: Damasco

2 As cidades de Aroer serão desamparadas: hão de ser para os rebanhos que se deitarão sem que alguem os espante. Local: Aroer

3 E a fortaleza de Efraim cessará, como tambem o reino de Damasco e o resíduo da Síria; serão como a gloria dos filhos de Israel, diz o Senhor dos Exércitos. Local: Efraim, Damasco, Síria

4 E será naquele dia que ficará atenuada a gloria de Jacó, e a gordura da sua carne se emagrecerá.

5 Porque será como o segador que colhe a ceará e com o seu braço sega as espigas: e será tambem como o que colhe espigas no vale de Refaim. Local: vale de Refaim

6 Porém ainda ficarão nele alguns rabiscos, como no sacudir da oliveira, em que só duas ou tres azeitonas ficam na mais alta ponta dos ramos, e quatro ou cinco em seus ramos fructiferos, diz o Senhor Deus de Israel.

7 Naquele dia atentará o homem para o seu Creador, e os seus olhos olharão para o Santo de Israel.

8 E não atentará para os altares, obra das suas mãos, nem tão pouco olhará para o que fizeram seus dedos, nem para os bosques, nem para as imagens do sol.

9 Naquele dia serão as suas cidades fortes como plantas desamparadas, e como os mais altos ramos, os quais vieram a deixar por causa dos filhos de Israel, e haverá assolação.

10 Porquanto te esqueceste do Deus da tua salvação, e não te lembraste da rocha da tua fortaleza: pelo que bem plantarás plantas formosas, e as cercarás de sarmentos estranhos.

11 E no dia em que as plantares as farás crescer, e pela manhã farás que a tua semente brote: porém somente será um montão do segado no dia da enfermidade e das dôres insofriveis.

12 Ai da multidão dos grandes povos que bramam como bramem os mares, e do rugido das nações que rugem como rugem as impetuosas águas.

13 Bem rugirão as nações, como rugem as muitas águas, porém reprehendel-o-ha e fugirá para longe; e será afugentado como a pragana dos montes diante do vento, e como a bola diante do tufão

14 No tempo da tarde eis que ha pavor, mas antes que amanheça já não aparece: esta é a parte daqueles que nos despojam, e a sorte daqueles que nos saqueiam.

Neste capítulo

Ir para outro capítulo

Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.