Isaías 26

Uma canção de louvor

21 versículos · capítulo 26 de 66

Isaías 26
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Isaías 26 apresenta um cântico de confiança entoado na terra de Judá, celebrando a cidade forte cujos muros são a própria salvação de Deus, e convida os justos a entrar por suas portas. O povo reconhece que só o Senhor lhe deu paz e vitória, mesmo depois de sofrer sob outros senhores, e clama por ele com dores comparadas às de um parto que não gerou libertação sozinho. O capítulo alcança um dos pontos mais esperançosos do livro ao anunciar que os mortos do Senhor viverão e ressuscitarão, convocando o povo a se recolher em segurança até que passe a ira divina.

1 Naquele dia se cantará este cântico na terra de Judá: Uma forte cidade temos, Deus lhe pôs a salvação por muros e antemuros.

2 Abri as portas, para que entre nelas a nação justa, que observa a verdade.

3 Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti, porque confiará em ti

4 Confiae no Senhor perpetuamente; porque em Deus Senhor ha uma rocha eterna.

5 Porque ele abate os que habitam em lugares sublimes, como tambem a cidade exalçada humilhará até ao chão, e a derribará até ao pó

6 O pé a atropelará; os pés dos aflictos, e os passos dos pobres.

7 O caminho do justo é todo plano: tu rectamente pesas o andar do justo.

8 Até no caminho dos teus juízos, Senhor, te esperamos, no teu nome e na tua lembrança está o desejo da nossa alma.

9 Na minha alma te desejei de noite, e com o meu espírito, que está dentro de mim, madrugarei a buscar-te; porque, havendo os teus juízos na terra, os moradores do mundo aprendem justiça.

10 Ainda que se faça favor ao ímpio, nem por isso aprende a justiça; até na terra da rectidão obra iniquidade, e não olha para a alteza do Senhor.

11 Ó Senhor, ainda que esteja exaltada a tua mão, nem por isso a vêem: vel-a-hão, porém, e confundir-se-hão por causa do zelo que tens do teu povo; e o fogo consumirá a teus adversários.

12 Ó Senhor, tu nos darás a paz, porque tu és o que fizeste em nós todas as nossas obras.

13 Ó Senhor Deus nosso, já outros senhores teem tido domínio sobre nós; porém, por ti só, nos lembramos do teu nome

14 Morrendo eles, não tornarão a viver; falecendo, não resuscitarão; por isso os visitaste e destruiste, e apagaste toda a sua memoria.

15 Tu, Senhor, augmentaste a esta gente, tu augmentaste a esta gente, fizeste-te glorioso; mas longe os lançaste, a todos os fins da terra.

16 Ó Senhor, no aperto te visitaram; vindo sobre eles a tua correcção, derramaram a sua oração secreta.

17 Como a mulher gravida, quando está próxima ao parto, tem dôres do parto, e dá gritos nas suas dôres, assim fomos nós por causa da tua face, ó Senhor!

18 Bem concebemos nós, e tivemos dôres de parto, porém parimos só vento: livramento não trouxemos à terra, nem caíram os moradores do mundo

19 Os teus mortos viverão, como tambem o meu corpo morto, e assim resuscitarão; despertae e exultae, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho de hortaliças, e a terra lançará de si os mortos

20 Vae pois, povo meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti: esconde-te por um só momento, até que passe a ira.

21 Porque eis-que o Senhor sairá do seu lugar, para castigar os moradores da terra, por causa da sua iniquidade, e a terra descobrirá o seu sangue, e não encobrirá mais os seus mortos à espada.

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.