Jó 34:17

Jó 34:17
“Porventura o que aborrece o direito ataria as feridas? e tu condemnarias aquele que é justo?”
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O que este versículo diz

Eliú lança duas perguntas que expõem o que considera o absurdo da posição de Jó. A primeira: alguém que odiasse a justiça poderia governar o mundo, ou, como diz a imagem, "atar as feridas", isto é, exercer o poder de curar e ordenar? A ideia é que governar bem e odiar o direito são coisas incompatíveis; ora, Deus governa o universo inteiro, logo não pode ser inimigo da justiça. A segunda pergunta atinge Jó diretamente: como ousas condenar aquele que é justo, o próprio Deus?

O raciocínio tem lógica e beleza: quem sustenta a ordem do mundo não pode ser hostil à ordem moral. Mas há também uma dureza, pois Eliú pressupõe que Jó estaria "condenando" a Deus, quando Jó, mais do que condenar, lutava por compreender. Para o leitor, fica a advertência de não passar da queixa sincera à sentença contra Deus. Podemos perguntar, chorar, até protestar em oração; o que não nos cabe é sentar no banco do juiz e declarar culpado Aquele que é a fonte de toda justiça.

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