Naum 2:11

Naum 2:11
“Onde está agora o covil dos leões, e as pastagens dos leõesinhos? onde passeava o leão velho, e o cachorro do leão, sem haver ninguem que os espantasse?”
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O que este versículo diz

Naum lança uma pergunta carregada de ironia: "onde está agora o covil dos leões?" A Assíria costumava se representar por leões — os reis se gabavam de caçadas reais, e o leão simbolizava a força devoradora do império. O profeta retoma essa imagem que os próprios ninivitas cultivavam e a vira contra eles. O "covil" era a cidade, para onde o leão trazia suas presas; ali passeavam com segurança o "leão velho" e o "cachorro do leão", "sem haver ninguém que os espantasse", ou seja, sem qualquer temor de retaliação.

A pergunta "onde está agora?" pressupõe a resposta: acabou. O que parecia intocável desapareceu. Naum expõe assim a arrogância do poder que se julga imune a consequências. Para o leitor, o versículo convida a desconfiar de toda soberba que se sente eterna. Impérios, instituições e reputações que hoje ninguém ousa desafiar podem tornar-se, amanhã, apenas uma pergunta melancólica. Só Deus permanece quando as forças que pareciam invencíveis se tornam ruína e memória.

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