Provérbios 31:20

Provérbios 31:20
“Caf. Abre a sua mão ao aflicto; e ao necessitado estende as suas mãos.”
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O que este versículo diz

No coração do poema surge o traço talvez mais nobre dessa mulher: ela "abre a sua mão ao aflito e estende as mãos ao necessitado". A repetição do gesto de estender as mãos, que nos versos anteriores descrevia seu trabalho, agora descreve sua generosidade. As mesmas mãos que fiam e produzem também se abrem para dar.

O detalhe é teologicamente significativo. Toda a sua competência e prosperidade não terminam em si mesma; transbordam para os pobres. A produtividade encontra seu propósito na compaixão. Note como esse cuidado com o aflito e o necessitado ecoa exatamente o conselho que a mãe deu ao rei Lemuel no início do capítulo — a justiça para com os fracos une as duas partes do texto. A verdadeira virtude, sugere o poema, não é apenas acumular, mas partilhar. Para o leitor, o versículo interpela: para que serve aquilo que conquistamos? Mãos que sabem trabalhar e também sabem dar revelam um coração inteiro, formado tanto na disciplina quanto na misericórdia.

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