Apocalipse 18:12
“Mercadorias de ouro, e de prata, e de pedras preciosas, e de perolas, e de linho fino, e de púrpura, e de seda, e de escarlata; e toda a madeira odorifera, e todo o vaso de marfim, e todo o vaso de madeira preciosissima, de bronze e de ferro, e de mármore;”
Ouça Apocalipse 18:12
O que este versículo diz
Começa o inventário do luxo de Babilônia, uma lista impressionante que soa como o catálogo de um grande porto imperial. Ouro, prata, pedras preciosas e pérolas abrem a relação; seguem-se os tecidos finos — linho, púrpura, seda, escarlata — símbolos de riqueza e status. Depois, madeiras aromáticas, marfim, bronze, ferro e mármore, matérias-primas de todo o mundo conhecido.
A acumulação de itens não é gratuita. O leitor sente, pela própria extensão da lista, o peso de uma opulência sem limites, reunida de todos os cantos da terra para o deleite de poucos. Muitos estudiosos veem aqui um eco realista do comércio de luxo do Império Romano, que drenava recursos do mundo inteiro. O texto não condena a beleza das coisas criadas, mas denuncia a idolatria de acumulá-las como fim último. Para nós, é convite à sobriedade. As coisas boas de Deus tornam-se armadilha quando ocupam o lugar dEle no coração. A lista brilha, mas está prestes a virar cinza.