Apocalipse 17:4

Apocalipse 17:4
“E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e perolas; e tinha na sua mão um calix de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua fornicação;”
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O que este versículo diz

A descrição da mulher é de um luxo deslumbrante: púrpura e escarlata, ouro, pedras preciosas e pérolas. São exatamente os símbolos do poder, da realeza e da opulência no mundo antigo — as cores que só os muito ricos e os imperadores podiam vestir. À primeira vista, ela seduz; sua aparência comunica prestígio e desejo. É essa beleza que torna a sedução perigosa, porque o mal, no Apocalipse, raramente se apresenta como repugnante.

O contraste vem no cálice que ela segura: por fora, ouro; por dentro, "abominações e imundícia". A taça, que deveria conter algo precioso, transborda de corrupção. João desmascara assim a fachada: o esplendor exterior esconde a podridão daquilo que embriaga as nações. Para o leitor, é um convite ao discernimento entre o que reluz e o que salva. Nem tudo que é dourado por fora nutre a alma; convém olhar o conteúdo do cálice antes de bebê-lo, e não apenas o brilho de quem o oferece.

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