Depois de declarar por três vezes que não encontrava culpa em Jesus, Pilatos recorre ao açoite, provavelmente na esperança de aplacar a multidão com um castigo intermediário e assim evitar a execução. Nos costumes romanos, a flagelação era um suplício brutal, feito com correias muitas vezes providas de fragmentos de osso ou metal, capaz de dilacerar a carne. João narra o fato com sobriedade, sem se demorar nos detalhes cruéis, deixando que a força do silêncio fale por si.
Há uma ironia amarga aqui: quem reconhece a inocência do réu é justamente quem ordena que ele seja torturado. A justiça humana, pressionada pelo medo e pela conveniência, dobra-se diante do clamor da rua. Para o leitor, este primeiro versículo já anuncia o tom de todo o capítulo: o Justo padece por decisão de um poder que sabe estar agindo mal. Diante disso, somos convidados a examinar quantas vezes calamos a verdade que conhecemos por temor de desagradar aos outros.
O que este versículo diz
Depois de declarar por três vezes que não encontrava culpa em Jesus, Pilatos recorre ao açoite, provavelmente na esperança de aplacar a multidão com um castigo intermediário e assim evitar a execução. Nos costumes romanos, a flagelação era um suplício brutal, feito com correias muitas vezes providas de fragmentos de osso ou metal, capaz de dilacerar a carne. João narra o fato com sobriedade, sem se demorar nos detalhes cruéis, deixando que a força do silêncio fale por si.
Há uma ironia amarga aqui: quem reconhece a inocência do réu é justamente quem ordena que ele seja torturado. A justiça humana, pressionada pelo medo e pela conveniência, dobra-se diante do clamor da rua. Para o leitor, este primeiro versículo já anuncia o tom de todo o capítulo: o Justo padece por decisão de um poder que sabe estar agindo mal. Diante disso, somos convidados a examinar quantas vezes calamos a verdade que conhecemos por temor de desagradar aos outros.