“E diziam: Salve, Rei dos Judeos. E davam-lhe bofetadas.”
Ouça João 19:3
O que este versículo diz
A cena da zombaria se completa com palavras e gestos. Os soldados aproximam-se um a um, saudando-o como se saudassem o imperador — 'Salve, Rei dos judeus' —, e em seguida o esbofeteiam. O contraste é violento: a fórmula de honra seguida da agressão, a reverência fingida seguida do golpe. É a humilhação levada ao ponto de um espetáculo, em que a dignidade de um ser humano é reduzida a objeto de riso.
João registra tudo sem comentário moralizante, mas o leitor atento percebe que aquilo que os soldados dizem por escárnio é, no fundo, verdade. Eles proclamam sem saber. Ao longo deste capítulo, os inimigos de Jesus repetidamente enunciam realidades que não compreendem. Para quem medita a Paixão, há aqui um convite ao silêncio respeitoso diante do sofrimento imerecido, e também uma advertência: quantas vezes tratamos com deboche aquilo que não entendemos, sem perceber que zombamos da própria verdade que nos salvaria.
O que este versículo diz
A cena da zombaria se completa com palavras e gestos. Os soldados aproximam-se um a um, saudando-o como se saudassem o imperador — 'Salve, Rei dos judeus' —, e em seguida o esbofeteiam. O contraste é violento: a fórmula de honra seguida da agressão, a reverência fingida seguida do golpe. É a humilhação levada ao ponto de um espetáculo, em que a dignidade de um ser humano é reduzida a objeto de riso.
João registra tudo sem comentário moralizante, mas o leitor atento percebe que aquilo que os soldados dizem por escárnio é, no fundo, verdade. Eles proclamam sem saber. Ao longo deste capítulo, os inimigos de Jesus repetidamente enunciam realidades que não compreendem. Para quem medita a Paixão, há aqui um convite ao silêncio respeitoso diante do sofrimento imerecido, e também uma advertência: quantas vezes tratamos com deboche aquilo que não entendemos, sem perceber que zombamos da própria verdade que nos salvaria.