João 5:30

João 5:30
“Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma: como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou.”
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O que este versículo diz

Jesus retoma o tom do início do discurso, fechando um círculo. Como no versículo 19, reafirma que nada pode fazer por si mesmo. Seu juízo é justo justamente porque não busca a própria vontade, mas a vontade daquele que o enviou. "Como ouço, assim julgo": ele não decide a partir de interesses ou impressões próprias, mas em perfeita sintonia com o Pai. É a total ausência de arbítrio egoísta que garante a retidão de seu julgamento.

Há aqui uma revelação sobre a fonte da justiça verdadeira. Nossos juízos humanos costumam ser distorcidos pela vontade própria, pelo orgulho, pelo interesse. O juízo de Jesus é justo porque é inteiramente transparente à vontade de Deus. Para o leitor, além do consolo de saber que seremos julgados com perfeita justiça, há também um modelo de vida. A grandeza de Jesus não está em impor a própria vontade, mas em buscar a do Pai. Essa é a raiz da liberdade e da paz: não viver preso ao próprio querer, mas alinhado com a vontade boa de Deus.

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