João 5:31

João 5:31
“Se eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro.”
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O que este versículo diz

Jesus inicia agora um novo trecho do discurso, sobre as testemunhas que confirmam sua identidade. Começa reconhecendo um princípio jurídico presente na própria Lei: um testemunho isolado, dado só em causa própria, não basta para estabelecer a verdade. "Se eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro" — isto é, não seria juridicamente válido se fosse apenas ele afirmando coisas sobre si. Jesus não está negando que diz a verdade, mas assumindo as regras de prova para mostrar que não pede fé cega.

O gesto é notável em humildade e honestidade. Aquele que acabou de fazer afirmações grandiosas sobre si mesmo não exige que sejam aceitas só porque ele as diz. Ele se dispõe a apresentar testemunhas. Para o leitor, há aqui uma lição sobre a natureza da fé: crer em Cristo não é abdicar da razão nem aceitar sem fundamento. Deus oferece sinais, testemunhos, motivos. E há também um exemplo de sobriedade: quem tem a verdade não precisa se autoafirmar aos gritos, mas confia que a verdade se confirmará por outros meios.

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