Salmos 36

12 versículos · capítulo 36 de 150

Salmos 36
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Este salmo contrasta a maldade humana com a grandeza da misericórdia divina. Primeiro descreve o ímpio, que não tem temor de Deus diante dos olhos e planeja o mal até mesmo na própria cama, enganando a si mesmo até que sua iniquidade se revele detestável. Em seguida, o salmista se volta para exaltar a fidelidade do Senhor, comparando sua bondade aos céus, sua justiça às grandes montanhas e destacando que nele está a fonte da vida e da luz. O salmo termina com um pedido para que a benignidade de Deus continue sobre os que o conhecem, e uma certeza de que os que praticam a iniquidade cairão e não se levantarão.

1 A prevaricação do ímpio diz no intimo do seu coração: Não ha temor de Deus perante os seus olhos. Personagens: Deus

2 Porque em seus olhos se lisongeia, até que a sua iniquidade se descubra ser detestável.

3 As palavras da sua boca são malícia e engano: deixou de entender e de fazer o bem.

4 Projecta a malícia na sua cama; põe-se no caminho que não é bom: não aborrece o mal

5 A tua misericórdia, Senhor, está nos céus, e a tua fidelidade chega até às mais excelsas nuvens. Personagens: Senhor

6 A tua justiça é como as grandes montanhas; os teus juízos são um grande abismo; Senhor, tu conservas os homens e os animais. Personagens: Senhor

7 Quão preciosa é, ó Deus, a tua benignidade, pelo que os filhos dos homens se abrigam à sombra das tuas azas. Personagens: Deus

8 Eles se fartarão da gordura da tua casa, e os farás beber da corrente das tuas delícias;

9 Porque em ti está o manancial da vida; na tua luz veremos a luz.

10 Estende a tua benignidade sobre os que te conhecem, e a tua justiça sobre os rectos de coração.

11 Não venha sobre mim o pé dos soberbos, e não me mova a mão dos ímpios.

12 Ali caem os que obram a iniquidade; cairão, e não se poderão levantar.

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.