Salmos 49

20 versículos · capítulo 49 de 150

Salmos 49
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Este salmo sapiencial convida todos os povos, ricos e pobres, a ouvirem uma reflexão sobre a vaidade da riqueza diante da morte. O salmista ensina que ninguém pode remir a vida de outro ou pagar a Deus o resgate de uma alma, pois a redenção é cara demais e cessa para sempre, já que até os sábios morrem como os loucos e deixam seus bens para outros. Ele observa que o pensamento humano é construir casas e nomear terras como se fossem eternas, mas o homem em honra que não tem entendimento é comparado às bestas que perecem. O salmo termina com uma nota de esperança pessoal, a confiança de que Deus remirá a alma do salmista do poder da sepultura, contrastando com o destino vazio de quem confia apenas nas riquezas.

1 Ouvi isto, vós todos os povos; inclinae os ouvidos, todos os moradores do mundo,

2 Tanto baixos como altos, tanto ricos como pobres.

3 A minha boca falará de sabedoria; e a meditação do meu coração será de entendimento.

4 Inclinarei os meus ouvidos a uma parábola: declararei o meu enigma na harpa.

5 Porque temerei eu nos dias maus, quando me cercar a iniquidade dos que me armam ciladas?

6 Aqueles que confiam na sua fazenda, e se gloriam na multidão das suas riquezas,

7 Nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele Personagens: Deus

8 (Pois a redempção da sua alma é caríssima, e cessará para sempre);

9 Para que viva para sempre, e não veja corrupção:

10 Porque ele vê que os sábios morrem: perecem egualmente tanto o louco como o brutal, e deixam a outros os seus bens.

11 O seu pensamento interior é que as suas casas serão perpétuas e as suas habitações de geração em geração: dão às suas terras os seus próprios nomes.

12 Todavia o homem que está na honra não permanece; antes é como os brutos que perecem.

13 Este caminho deles é a sua loucura; comtudo a sua posteridade aprova as suas palavras (Selah).

14 Como ovelhas são postos na sepultura; a morte se alimentará deles; e os rectos terão domínio sobre eles na manhã, e a sua formosura na sepultura se consumirá da sua morada.

15 Mas Deus remirá a minha alma do poder da sepultura, pois me receberá (Selah). Personagens: Deus

16 Não temas, quando alguem se enriquece, quando a gloria da sua casa se engrandece.

17 Porque, quando morrer, nada levará consigo, nem a sua gloria o acompanhará.

18 Ainda que na sua vida ele bemdisse a sua alma, e os homens te louvam, quando fizeres bem a ti mesmo,

19 Irá para a geração de seus pais; eles nunca verão a luz

20 O homem que está na honra, e não tem entendimento, é semelhante às bestas que perecem.

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.