Provérbios 30

Provérbios de Agur

33 versículos · capítulo 30 de 31

Provérbios 30
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Provérbios 30 traz as palavras de Agur, filho de Jaquê, que começa reconhecendo sua pequenez diante do conhecimento de Deus e pedindo apenas o pão do dia a dia, nem pobreza nem riqueza em excesso. O capítulo é rico em listas numéricas, como as quatro coisas que nunca se fartam e os quatro caminhos misteriosos demais para compreender, incluindo o voo da águia e o caminho do homem com uma jovem. Agur também observa a sabedoria de criaturas pequenas, como as formigas e os coelhos, que se preparam com prudência apesar de sua fragilidade. É um texto que mistura humildade, mistério e observação aguçada da natureza.

1 Palavras de Agur, filho de Jake, a profecia: disse este varão a Itiel; a Itiel e a Ucal: Personagens: Agur, Jaque, Itiel, Ucal

2 Na verdade que eu sou mais brutal do que ninguem, não tenho o entendimento do homem.

3 Nem aprendi a sabedoria, nem conheci o conhecimento dos santos.

4 Quem subiu ao céu e desceu? quem encerrou os ventos nos seus punhos? quem amarrou as águas num pano? quem estabeleceu todas as extremidades da terra? qual é o seu nome? e qual é o nome de seu filho? se é que o sabes?

5 Toda a palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele.

6 Nada acrescentes às suas palavras, para que não te reprehenda e sejas achado mentiroso.

7 Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra:

8 Alonga de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza: mantem-me do pão da minha porção acostumada.

9 Para que porventura de farto te não negue, e diga: Quem é o Senhor? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e lance mão do nome de Deus.

10 Não calumnies o servo diante de seu senhor, para que te não amaldiçoe e fiques culpado.

11 Ha uma geração que amaldiçoa a seu pai, e que não bemdiz a sua mãe

12 Ha uma geração que é pura aos seus olhos, e que nunca foi lavada da sua imundícia.

13 Ha uma geração cujos olhos são altivos, e as suas pálpebras levantadas para cima.

14 Ha uma geração cujos dentes são espadas, e cujos queixais são facas, para consumirem da terra os aflictos, e os necessitados dentre os homens.

15 A sanguesuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá. Estas tres coisas nunca se fartam; e quatro nunca dizem: Basta.

16 A sepultura; a madre estéril; a terra que se não farta de água; e o fogo nunca diz: Basta.

17 Os olhos que zombam do pai, ou desprezam a obediência da mãe, corvos do ribeiro os arrancarão e os pintãos da aguia os comerão.

18 Estas tres coisas me maravilham; e quatro ha que não conheço:

19 O caminho da aguia no céu; o caminho da cobra na penha; o caminho do navio no meio do mar; e o caminho do homem com uma virgem.

20 Tal é o caminho da mulher adúltera: ela come, e limpa a sua boca, e diz: Não cometi maldade.

21 Por tres coisas se alvoroça a terra: e por quatro, que não pode suportar:

22 Pelo servo, quando reina; e pelo tolo, quando anda farto de pão:

23 Pela mulher aborrecida, quando se casa; e pela serva, quando ficar herdeira da sua senhora.

24 Estas quatro coisas são das mais pequenas da terra, porém sabias, bem providas de sabedoria:

25 As formigas são um povo impotente; todavia no verão preparam a sua comida:

26 Os coelhos são um povo débil; e comtudo põem a sua casa na penha:

27 Os gafanhotos não teem rei; e comtudo todos saem, e em bandos se repartem:

28 A aranha apanha com as mãos, e está nos paços dos reis.

29 Estas tres teem um bom andar, e quatro que passeiam mui bem:

30 O leão, o mais forte entre os animais, que por ninguem torna atraz:

31 O cavalo de guerra, bem cingido pelos lombos; e o bode; e o rei a quem se não pode resistir.

32 Se obraste loucamente, elevando-te, e se imaginaste o mal, põe a mão na boca.

33 Porque o espremer do leite produz manteiga, e o espremer do nariz produz sangue, e o espremer da ira produz contenda.

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.