Provérbios 12

28 versículos · capítulo 12 de 31

Provérbios 12
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Neste capítulo de Provérbios, valoriza-se quem ama a correção e aprende com ela, em oposição a quem despreza a repreensão e age como um bruto. É elogiada a mulher virtuosa, comparada a uma coroa para o marido, e o trabalhador diligente, que se farta do fruto de sua própria terra, ao contrário do que segue a ociosidade. O texto insiste que palavras de verdade permanecem enquanto a mentira dura só um momento, e que o justo cuida até da vida dos seus animais. O capítulo fecha reafirmando que na vereda da justiça está a vida, sem lugar para a morte.

1 O que ama a correcção ama o conhecimento, mas o que aborrece a reprehensão é brutal.

2 O homem de bem alcançará o favor do Senhor, mas ao homem de perversas imaginações ele condemnará.

3 O homem não se estabelecerá pela impiedade, mas a raiz dos justos não será removida.

4 A mulher virtuosa é a corôa do seu senhor, mas a que faz vergonha é como apodrecimento nos seus ossos.

5 Os pensamentos dos justos são juízo, mas os conselhos dos ímpios engano.

6 As palavras dos ímpios são de armarem ciladas ao sangue, mas a boca dos rectos os fará escapar.

7 Transtornados serão os ímpios, e não serão mais, mas a casa dos justos permanecerá.

8 Segundo o seu entendimento, será louvado cada qual, mas o perverso de coração estará em desprezo.

9 Melhor é o que se estima em pouco, e tem servos, do que o que se honra a si mesmo e tem falta de pão.

10 O justo atende pela vida dos seus animais, mas as misericórdias dos ímpios são cruéis.

11 O que lavra a sua terra se fartará de pão mas o que segue os ociosos está falto de juízo.

12 Deseja o ímpio a rede dos males, mas a raiz dos justos produz o seu fruto.

13 O laço do ímpio está na transgressão dos lábios, mas o justo sairá da angústia.

14 Do fruto da boca cada um se farta de bem, e a recompensa das mãos dos homens se lhe tornará.

15 O caminho do tolo é recto aos seus olhos, mas o que dá ouvidos ao conselho é sábio.

16 A ira do louco se conhece no mesmo dia, mas o avisado encobre a afronta.

17 O que produz a verdade manifesta a justiça, mas a testemunha da falsidade o engano.

18 Ha alguns que falam palavras como estocadas de espada, mas a língua dos sábios é saude.

19 O lábio de verdade ficará para sempre, mas a língua de falsidade dura por um só momento.

20 Engano ha no coração dos que maquinam mal, mas alegria teem os que aconselham a paz.

21 Nenhum agravo sobrevirá ao justo, mas os ímpios ficam cheios de mal.

22 Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os que obram fielmente são o seu deleite.

23 O homem avisado encobre o conhecimento, mas o coração dos tolos proclama a estulticia.

24 A mão dos diligentes dominará, mas os enganadores serão tributários.

25 A solicitude no coração do homem o abate, mas uma boa palavra o alegra.

26 Mais excelente é o justo do que o companheiro, mas o caminho dos ímpios os faz errar.

27 O preguiçoso não assará a sua caça, mas o precioso bem do homem é ser diligente.

28 Na vereda da justiça está a vida, e no caminho da sua carreira não ha morte.

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.