Provérbios 18

24 versículos · capítulo 18 de 31

Provérbios 18
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Este capítulo de Provérbios fala do poder das palavras, comparando-as a águas profundas e destacando que a morte e a vida estão no poder da língua. Alerta contra quem se isola buscando só sua própria opinião, contra responder antes de ouvir e contra o favorecimento do ímpio em juízo, mostrando que o nome do Senhor é uma torre forte para o justo. O capítulo também valoriza a amizade verdadeira, dizendo que há amigo mais chegado que um irmão, e reconhece o valor de encontrar uma boa esposa como benevolência do Senhor. No conjunto, ensina prudência ao falar e ao julgar situações e pessoas.

1 Busca coisas desejáveis aquele que se separa e se entremete em toda a sabedoria.

2 Não toma prazer o tolo na inteligência, senão em que se descubra o seu coração.

3 Vindo o ímpio, vem tambem o desprezo, e com a vergonha a ignomínia.

4 Águas profundas são as palavras da boca do homem, e ribeiro trasbordante é a fonte da sabedoria.

5 Não é bom ter respeito à pessoa do ímpio para derribar o justo em juízo.

6 Os beiços do tolo entram na contenda, e a sua boca por açoites brada.

7 A boca do tolo é a sua propria destruição, e os seus lábios um laço para a sua alma.

8 As palavras do assoprador são como doces bocados; e elas descem ao intimo do ventre.

9 Tambem o negligente na sua obra é irmão do desperdiçador.

10 Torre forte é o nome do Senhor; a ele correrá o justo, e estará em alto retiro. Personagens: Senhor

11 A fazenda do rico é a cidade da sua fortaleza, e como um muro alto na sua imaginação.

12 Antes de ser quebrantado eleva-se o coração do homem; e diante da honra vae a humildade.

13 O que responde antes douvir, estulticia lhe é, e vergonha.

14 O espírito do homem sosterá a sua enfermidade, mas ao espírito abatido quem levantará?

15 O coração do entendido adquire o conhecimento, e o ouvido dos sábios busca o conhecimento.

16 O presente do homem lhe alarga o caminho e o leva diante dos grandes.

17 O que primeiro começa o seu pleito justo é; porém vem o seu companheiro, e o examina.

18 A sorte faz cessar os pleitos, e faz separação entre os poderosos.

19 O irmão ofendido é mais dificil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como os ferrolhos de um palacio.

20 Do fruto da boca de cada um se fartará o seu ventre: dos renovos dos seus lábios se fartará.

21 A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto.

22 O que acha mulher acha o bem e alcança a benevolência do Senhor. Personagens: Senhor

23 O pobre fala com rogos, mas o rico responde com durezas.

24 O homem que tem amigos haja-se amigavelmente, e ha amigo mais chegado do que um irmão.

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.