Provérbios 7

27 versículos · capítulo 7 de 31

Provérbios 7
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Provérbios 7 narra, em forma de cena vivida pela janela de uma casa, como um jovem sem juízo é seduzido por uma mulher que sai ao seu encontro à noite, vestida e perfumada, e o convence com palavras lisonjeiras enquanto o marido está em viagem. O texto compara esse jovem a um boi levado ao matadouro e a uma ave que corre para o laço sem perceber o perigo. O pai insiste para que o filho não se desvie para esses caminhos, pois muitos já foram feridos e mortos por essa armadilha. A casa dessa mulher é descrita como caminho direto para a sepultura e para a morte.

1 Filho meu, guarda as minhas palavras, e esconde dentro de ti os meus mandamentos.

2 Guarda os meus mandamentos, e vive; e a minha lei, como as meninas dos teus olhos.

3 Ata-os aos teus dedos, escreve-os na tábua do teu coração.

4 Dize à sabedoria, Tu és minha irmã; e à prudência chama parenta.

5 Para te guardarem da mulher alheia, da estrangeira, que lisongeia com as suas palavras.

6 Porque da janela da minha casa, por minhas grades olhando eu,

7 Vi entre os simplices, descobri entre os moços, um mancebo falto de juízo,

8 Que passava pela rua junto à sua esquina, e seguia o caminho da sua casa;

9 No crepúsculo, à tarde do dia, na tenebrosa noite e na escuridão;

10 E eis que uma mulher lhe saiu ao encontro, com enfeites de prostituta, e astuta de coração:

11 Esta era alvoroçadora, e contenciosa; não paravam em sua casa os seus pés;

12 Agora por fora, depois pelas ruas, e espreitando por todos os cantos:

13 E pegou dele, e o beijou; esforçou o seu rosto, e disse-lhe:

14 Sacrificios pacíficos tenho comigo; hoje paguei os meus votos.

15 Por isto sahi ao encontro a buscar diligentemente a tua face, e te achei.

16 Já cobri a minha cama com cobertas de tapeçaria, com obras lavradas com linho fino do Egito.

17 Já perfumei o meu leito com mirra, aloes, e canela.

18 Vem, saciemo-nos de amores até pela manhã: alegremo-nos com amores.

19 Porque já o marido não está em sua casa: foi fazer uma jornada ao longe:

20 Um saquitel de dinheiro levou na sua mão: ao dia apontado virá a sua casa.

21 Seduziu-o com a multidão das suas palavras, com as lisonjas dos seus lábios o persuadiu.

22 Segue-a logo, como boi que vae ao matadouro, e como o louco ao castigo das prisões;

23 Até que a frecha lhe atravesse o fígado, como a ave que se apressa para o laço, e não sabe que está armado contra a sua vida.

24 Agora pois, filhos, dae-me ouvidos, e estae atentos às palavras da minha boca.

25 Não se desvie para os seus caminhos o teu coração, e não andes perdido nas suas veredas.

26 Porque a muitos feridos derribou; e são muitíssimos os que por ela foram mortos.

27 Caminhos da sepultura são a sua casa, que descem às camaras da morte.

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.