Provérbios 14

35 versículos · capítulo 14 de 31

Provérbios 14
Ouça o capítulo — Provérbios 14

Este capítulo de Provérbios compara a mulher sábia, que edifica sua casa, com a mulher tola, que a derruba com as próprias mãos, e segue mostrando que quem teme ao Senhor anda com sinceridade. Há alertas sobre caminhos que parecem certos mas terminam em morte, sobre a diferença entre o riso que esconde tristeza e a alegria verdadeira, e sobre a compaixão devida ao pobre e ao necessitado, como forma de honrar o Criador. O texto reforça que o temor do Senhor é fonte de vida e de confiança segura para os filhos de quem o teme. Encerra tratando da justiça que exalta um povo e do pecado que traz vergonha às nações.

1 Toda a mulher sabia edifica a sua casa: mas a tola a derriba com as suas mãos.

2 O que anda na sua sinceridade teme ao Senhor, mas o que se desvia de seus caminhos o despreza.

3 Na boca do tolo está a vara da soberba, mas os lábios dos sábios os conservam.

4 Não havendo bois, a mangedoura está limpa, mas pela força do boi ha abundância de colheitas.

5 A testemunha verdadeira não mentirá, mas a testemunha falsa se desboca em mentiras.

6 O escarnecedor busca sabedoria, e nenhuma acha, mas para o prudente o conhecimento é facil.

7 Vae-te de diante do homem insensato, porque nele não divisarás os lábios do conhecimento.

8 A sabedoria do prudente é entender o seu caminho, mas a estulticia dos tolos é engano.

9 Os loucos zombam do pecado, mas entre os rectos ha benevolência.

10 O coração conhece a sua propria amargura, e o estranho não se entremeterá na sua alegria.

11 A casa dos ímpios se desfará, mas a tenda dos rectos florescerá.

12 Ha caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.

13 Até no riso terá dôr o coração, e o fim da alegria é tristeza.

14 Dos seus caminhos se fartará o que declina no coração, mas o homem bom se fartará de si mesmo.

15 O simples dá credito a cada palavra, mas o prudente atenta para os seus passos.

16 O sábio teme, e desvia-se do mal, mas o tolo se encoleriza, e dá-se por seguro.

17 O que presto se indigna, fará doidices, e o homem de más imaginações será aborrecido.

18 Os simplices herdarão a estulticia, mas os prudentes se coroarão de conhecimento.

19 Os máus se inclinaram diante dos bons, e os ímpios diante das portas do justo.

20 O pobre é aborrecido até do companheiro, porém os amigos dos ricos são muitos.

21 O que despreza ao seu companheiro peca, mas o que se compadece dos humildes é bemaventurado.

22 Porventura não erram os que obram o mal? mas beneficência e fidelidade serão para os que obram o bem.

23 Em todo o trabalho proveito ha, mas a palavra dos lábios só encaminha à pobreza.

24 A corôa dos sábios é a sua riqueza, a estulticia dos tolos é só estulticia.

25 A testemunha verdadeira livra as almas, mas o que se desboca em mentiras é enganador.

26 No temor do Senhor ha firme confiança, e ele será um refúgio para seus filhos.

27 O temor do Senhor é uma fonte de vida, para se desviarem dos laços da morte.

28 Na multidão do povo está a magnificência do rei, mas na falta do povo a perturbação do príncipe.

29 O longanimo é grande em entendimento, mas o que é de espírito impaciente assignala a sua loucura.

30 O coração com saude é a vida da carne, mas a inveja é a podridão dos ossos.

31 O que oprime ao pobre insulta áquele que o criou, mas o que se compadece do necessitado o honra.

32 Pela sua malícia será lançado fora o ímpio, mas o justo até na sua morte tem confiança.

33 No coração do prudente repousa a sabedoria, mas o que ha no interior dos tolos se conhece.

34 A justiça exalta ao povo, mas o pecado é o opróbrio das nações.

35 O Rei tem seu contentamento no servo prudente, mas sobre o que envergonha cairá o seu furor.

Neste capítulo

Ir para outro capítulo

Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.