Jó 14

22 versículos · capítulo 14 de 42

Jó 14
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Jó reflete sobre a brevidade e fragilidade da vida humana, comparando o homem a uma flor que murcha e a uma sombra que não permanece, questionando por que Deus fixa tanta atenção sobre um ser tão passageiro. Ele nota que até uma árvore cortada pode brotar de novo, mas o homem, uma vez morto, não retorna à vida, e chega a sonhar com a possibilidade de ressurreição, perguntando se o homem morto poderia voltar a viver. O capítulo termina com Jó desejando ser escondido na sepultura até que a ira de Deus passasse, numa mistura comovente de desespero e esperança diante do mistério da morte.

1 O homem nascido da mulher é curto de dias e farto de inquietação. Locutor:

2 Sae como a flor, e se corta; foge tambem como a sombra, e não permanece. Locutor:

3 E sobre este tal abres os teus olhos, e a mim me fazes entrar no juízo contigo. Locutor:

4 Quem do imundo tirará o puro? Ninguem. Locutor:

5 Visto que os seus dias estão determinados, contigo está o numero dos seus dias; e tu lhe pozeste limites, e não passará além deles. Locutor:

6 Desvia-te dele, para que tenha repouso, até que, como o jornaleiro, tenha contentamento no seu dia. Locutor:

7 Porque ha esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos Locutor:

8 Se se envelhecer na terra a sua raiz, e morrer o seu tronco no pó, Locutor:

9 Ao cheiro das águas brotará, e dará ramos para a planta. Locutor:

10 Porém, morrendo o homem, está abatido: e dando o homem o espírito, então onde está? Locutor:

11 Como as águas se retiram do mar, e o rio se esgota, e fica seco, Locutor:

12 Assim o homem se deita, e não se levanta: até que não haja mais céus não acordarão nem se erguerão de seu somno. Locutor:

13 Oxalá me escondesses na sepultura, e me ocultasses até que a tua ira se desviasse: e me pozesses um limite, e te lembrasses de mim! Locutor:

14 Morrendo o homem, porventura tornará a viver? todos os dias de meu combate esperaria, até que viesse a minha mudança? Locutor:

15 Chama-me, e eu te responderei, e afeiçoa-te à obra de tuas mãos. Locutor:

16 Pois agora contas os meus passos: porventura não vigias sobre o meu pecado? Locutor:

17 A minha transgressão está selada num saco, e amontoas as minhas iniquidades. Locutor:

18 E, na verdade, caindo a montanha, desfaz-se: e a rocha se remove do seu lugar. Locutor:

19 As águas gastam as pedras, as cheias afogam o pó da terra: e tu fazes perecer a esperança do homem. Locutor:

20 Tu para sempre prevaleces contra ele, e ele passa; tu, mudando o seu rosto, o despedes. Locutor:

21 Os seus filhos estão em honra, sem que ele o saiba: ou ficam minguados sem que ele o perceba: Locutor:

22 Mas a sua carne nele tem dôres: e a sua alma nele lamenta. Locutor:

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.